quarta-feira, 15 de abril de 2015

Mistérios da Mãe Lua - Segunda Parte






Continuação de Mistérios da Mãe Lua ( Primeira parte no link acima )

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Haviam se passado dois anos, desde o dia em que Fábio ouviu o relato trágico e fantástico de seu patrão Euvídio, sobre sua triste situação existêncial. 
Lembrando como sentiu vontade de sair correndo, quando em uma noite quase não teve tempo de fechar os grilhões em torno dos pulsos de seu senhor, devido a várias taças de vinho que os dois haviam partilhado, antes da Mãe Lua subir majestosa no palco noturno celeste. Sentia pena, da procura incessante de Euvídio, pela alma reencarnada de Anahí, sua amada índia, queimada em uma pira ardente, por ter se apaixonado por ele, dois séculos atrás. Desde então, a maldição o fez vagar pela terra como a besta fera em forma de lobo, uivando à lua , sua Anahí, até que finalmente suas almas se reencontrem e possam finalmente colocar um fim ao martírio.
Foi então que, numa manhã de segunda feira,véspera de finados, uma jovem aparentando cerca de 21 anos, chega à cidade.
Na fazenda, Euvídio se arruma para ir à cidade, raras são as vezes que coloca seus pés entre os moradores.
Na cidade, a jovem procura por uma pessoa, na doceria da praça.
_Bom dia, eu gostaria de saber onde encontro o sr. Benedito Cecílio. Ele é meu tio, e preciso vê-lo?
A senhora por tras do balcão, demostra simpatia pela moça e logo responde:
_Padre Benedito Cecílio? Você é o que dele?
_ Sou sua sobrinha, sou freira e vim lhe visitar e passar uns tempos com ele.
Depois de uma rápida olhada curiosa, Dona Jurema, lhe ensina como chegar a casa paroquial.
No caminho, seu hábito se enrosca no banco da praça, e ela tenta em vão se desvencilhar. Quando ouve uma voz....
_Permita -me !...
A moça se vira e se depara com uma figura no mínimo intrigante, com olhos penetrantes, e ar misterioso. Neste instante, as almas souberam que o encontro se dera. Porém, os corpos se afastaram, com sensação de dejavú.
Fábio, empregado de Euvídio se aproxima e vê o patrão com cara de espanto e olhos saudosos, marejados com uma dor profunda....
_Que houve patrão?
_ Anahí.... tenho certeza de a ter encontrado ...agora! Era ela dentro daquela jovem freirinha ....Precisa descobrir tudo sobre ela.... nunca senti tamanha dor no peito...e na alma...e ao mesmo tempo alegria.


Continua...............


Andréa C. Narita

11 comentários:

  1. Eu adoro Zé Ramalho estou adorando este texto.

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  2. bonito o conto
    abraços
    Andreia
    José erthal

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  3. Oi miga, estou adorando isso aqui. Não consegui ler, adoro esta letra, mas acho que está pequena demais pra cegueta aqui, que mesmo com óculos ficou difícil. Te amodoro maninha! Mil bjins no coração!

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  4. que bela história... é linda de mais... eu gostei muito adoro histórias assim, bjosss amiga

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  5. bommm diaa ANDREA
    TENHA UM MARAVILHOSO SÁBADO
    BJS

    BRUNO

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  6. Bacana continuar o post, acho que o "hábito" não será impecilho p esse amor rsrsr aguardo o próximo! bom Sabado! bjooosss

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  7. AMIGA OBRIGADO PELA VISITA FIQUEI MUITO FELIZ
    aos poucos meu blog esta sendo visitado pelas pessoas aqui é bem legal a unica coisa que sinto falta é do mozaico de bloguieros online seria legal mas ...
    sugestão para divulgação do teu blog
    la no mixtura tem alguns links de agregadores de links e classificados de blogs se gostar pode colocar no seu tambem é di gratis
    abração e um otimo domingo para voce
    josé

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  8. Adorei Maninha a segunda parte, to esperando a terceira ta maneirissimo viu!!!
    Bejusss

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  9. Beleza Andrea vamos esperar a continuação desta história.Teu conto, com o fundo musical de Saramandaia(lembra?)fica de mais...

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