sexta-feira, 6 de maio de 2016

Ah, a maternidade....


Existem muitos mitos, anseios e verdades escondidas nessa que é a maior transformação que uma mulher pode passar. Algumas jogam esse aprendizado pela janela de forma vil, outras são impedidas de passarem por isso, e existem as que simplesmente não querem. Cada uma tem seu motivo e não cabe aqui julgamento. Vamos voltar às que podem, querem e passam pela metamorfose.
Parece lei que tudo que dignifica tenha que ser sofrido. Não concordo, acho que cada mulher deve ter o direito de escolher a forma de parto, sem apontar o dedo ou se achar mais que a outra por opção do tipo de parto. Tive duas gestações e duas cesáreas, e não me arrependo. Se você teve parto normal, ótimo, cada um na sua liberdade de escolha.
Mas aí vem a segunda parte, a parte de cuidar do bebê, aí sim começa a fase da metamorfose final. Onde o encanto, a fantasia dá de cara com a realidade : um serzinho indefeso que depende inteiramente de você. Viramos zumbis maltrapilhos e de temperamento duvidoso, rs. Nessa hora, toda aquela fantasia bonita cai por terra. Aí alguns podem perguntar ou mesmo afirmar de forma maldosa : “ Ah, mas foi opção, se vira “. Fácil julgar, tecer comentários sarcasticamente milimetrados, principalmente por aqueles que não sabem o que é a metamorfose. Pois eu lhes respondo, no alto de minhas duas experiências.....
Fui mãe por opção ( a segunda uma deliciosa surpresa ), passei por transformações, não me deslumbrei, perdi meu cabelo na amamentação das duas gestações, quase perdi minha autoestima.... Mas saí bem mais forte, joguei fora aquela cartilha do “como ser mãe”, afinal de contas, cada uma tem uma experiência e o que serve para mim não serve para o outro. Nunca cedi aos comentários de como tinha que ser ou agir, segui meus instintos e acredito estar fazendo um bom trabalho.  Estou criando duas pessoas, dois cidadãos, que saberão se portar diante dos reveses da vida, das perdas e das desilusões. Não crio filhos, sustentando suas ilusões de pode tudo, nem do ter tudo. Quero que saibam que tudo tem um preço e que a língua pérfida do outro só lhes atingirão se deixarem. Em contrapartida, lhes ensino que a gratidão e saber reconhecer o que de bom lhes vem é uma grande virtude. Posso ser dura, mas tenho certeza que as raízes que estou cultivando neles, não será qualquer ventinho ou chuva forte que irão arrancar-lhes da terra.
Joguem fora qualquer tipo de cartilha do como deve ser, sejam o que são, mães, afinal de contas quando a porta se fecha em sua casa, você é apenas o que é, a mãe que pode ser. Lembrem-se sempre que são mulheres, cuidem-se e se amem, porque seus filhos precisam de mães inteiras, e não de mães em cacos.
Sou grata ao universo por poder passar pela experiência duas vezes e faria tudo de novo.
Um grande abraço aquelas mães que não levaram seus filhos em seus ventres, mas que os trazem em seus corações. Outro grande abraço às mães dos filhos de 4 patas, tudo é válido. Ser mãe é um elo que não depende da gestação apenas, mas do amor que os une.

Feliz dia das mães à todas, sejam como forem, são mães!!!!

(Andréa C Narita)

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